segunda-feira, janeiro 15, 2007
sábado, janeiro 13, 2007
essa é para a Comadre
E eu passei tão rápido que mal tinha percebido que você já volta já. A sensação era de que você ficaria eternamente mais do que eu aí. Provavelmente porque senti que você, nem um tantinho histerus, aproveitava tudo muito mais do que eu sequer poderia pensar em fazer. Olha, nem preciso te dizer, já descobriu meu segredo, às vezes aberto-escancarado na minha roupa da moda, nas minhas caras e bocas, naquilo que paro, mas digo, agora, e é certo: não é tarde: a viagem foi me-mo-rá-vel. E porque quase caímos no fosso do elevador, andamos tal qual condenadas, tomamos sol como se fosse praia, não entendemos nada do que as pessoas falaram, conhecemos todas as espécies latinas de mosquitos, demos o real valor ao arroz, ao feijão e ao ovo frito, comemos cachorro-quente na ceia do Réveillon, dançamos até cansar, vimos coisas lindas, outras nem tanto, você me ensinou a subir num beliche, eu te mostrei que posso ser ainda mais mal humorada do que a espécie humana poderia esperar de alguém e você não me mandou ir embora, tivemos um começo mais do que emocionante nas redondezas do mercado municipal, conheci um primo do Compadre, até sonhei com ele, conheci outro primo do Compadre, que me fez rir como pouca gente sabe, e afinal, nos divertimos a valer. Eu, enfim,
Saudades.
bisou
sexta-feira, janeiro 12, 2007
_ Como vai a poesia?
Todas as cabeças que se achavam de permeio voltavam-se então para o Poeta. O Poeta, nu, desmascarado, em meio à multidão!"
segunda-feira, janeiro 08, 2007
domingo, dezembro 24, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
rascunho para a manhã
Cansei-me deste cigarro fumado na espera do tédio
calado na boca do grito não dado
parado fechado inter
ditado
A fumaça que bate nos olhos vermelhos e secos sem água sem nada
O vazio que vaza por tudo
escorre nas frestas já velhas das folhas em branco
caídas já secas do outono de outrora
O cinzeiro já cheio
ainda de tocos de pontas pedaços de órgãos desfeitos
jogados lançados lá longe
tão longe
que eu finda aqui e daqui já não vejo
avisto encontro marcado
cortina de fumaça que fechou-se
Fim
O espetáculo encerra.
E você me vem tão desarmado que me desconstrói inteira
me despenteia toda
jogando por terra meus elmos de aço, armadura de coração
.
domingo, dezembro 17, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Asas do Desejo, um filme de Wim Wenders" Ainda existem fronteiras? Mais do que nunca! Cada rua tem a sua. Entre cada lote tem uma faixa de terra de ninguém. [...] O povo[...] se dividiu em tantos estados quanto existem indivíduos. E estes pequenos estados são móveis. Cada um leva o seu consigo e pede pedágio a quem entra. Tanto para a fronteira só se entra no estado com uma senha..."
sexta-feira, dezembro 08, 2006
quinta-feira, dezembro 07, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
é só um rascunho pra te dizer o quanto te amamos
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Do amor
"Amor é a designação romântica dada a um comuníssimo processo biológico, ou, digamos, químico. A seu respeito se diz e se escreve muita bobagem."
_ Greta Garbo para Melvyn Douglas no filme Ninotchka.
sábado, dezembro 02, 2006
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Poema sem nome
(Quando o sol se pôs. E tudo começou...)
Mil pontos de interrogação.
Hoje eu sou mil pontos de interrogação.
Fui feita em meio a vírgulas desnecessárias
entre os parênteses do bem-me-quer alheio.
Quando me terminaram
esqueceram-se de meus pontos finais
e eu caminhei
assim
pela vida
deixando-me aos pedaços inteiros
nas vielas de corpos cansados.
E nas idas e vindas
de amores caídos
fui proscrita de teu coração.
Desterrada de você
fui expatriada de teu enleado território
meu.
Agora, só continuo.
Na eterna repetição de meu ato final.
E nas reticências de meu ser irresoluto
vou...
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