quarta-feira, outubro 10, 2007

ode to my family

Marc-Riboud


A mãe roubou quatro mil dinheiros da filha pequena
para pagar as contas da boutique.
A família toda gritou em silêncio. E ninguém disse palavra.
Virou segredo confinado.
No dia seguinte todos tomavam café juntos.
E se riam alegres.
A família estava doente.
E o único parente lúcido tomava antidepressivos.





.

35 comentários:

caeiro disse...

putz...

douglas D. disse...

a lucidez escapando aos olhos
vazia por dentro
de nós

L. Rafael Nolli disse...

Olá, Ana! Marc-Riboud sempre me impressionou muito. O trabalho dele é de uma intensidade. A foto que você escolheu é a minha preferida! Olha, gostei desse retrato familiar construído por ti. Os problemas esquecidos - ou escondidos - na mesa do café. E toda a teia tênue das relações. Abraços para ti!

Angela disse...

Famílias costumam ser hospícios particulares!
É o preço da lucidez é a depressão!
muito bom este texto!

Quando voltar me passa um e-mail tranquilo, ok?
bj.

Dani disse...

quero estar mais perto.
você é minha preferida.

anjobaldio disse...

Bela reflexão sobre o absurdo da existência. Grande abraço.

Maria disse...

Crível...

Angela disse...

recebeu o que mandei?
espero que sim. beijo e fica em paz. com amor, angela

lena casas novas disse...

Muito bom! Aliás, genial!

Gonçalo Afonso Dias disse...

Um blog pleno de bom gosto e sensibilidade. Parabéns!

Gonçalo Afonso Dias disse...

Um blog pleno de bom gosto e sensibilidade. Parabéns!

Rodrigo Lopez-Balthar disse...

Gostei, bom texto e belo blog.

Sil* disse...

Nossa Marie,
estou agora em procesos de digestão
pesado, hein?
bjú

Rita Costa 'Alma de Poesia' disse...

Maravilhoso seu texto Ana.
Aliás, em seu blog o bom gosto é algo marcante. Belíssima foto também!
Parabéns! Bjus

Simonia disse...

sempre um prazer visitar seu fotolog
bjs

aninhamartinelli disse...

oi...
muito interessante essa análise sobrea a família..(é que não sou boa em comentários mas tudo bem...)

mas vou te mandar aqui oh...:
"ei! não pense que o medo acabou,o medo apenas mudou...
a fome ainda é de palavras, sensatas, desejadas, sobre a rosa vermelha e a indecência da arma nua, fria...que em silêncio é apontada sobre a cara de quem escreve poesias...O tiro escapa,roda a moça...atinge o seu vestido vermelho de loucura e embreaguez..."
bom é isso...
bj.(viver é Verbo! - C.L.)

Tárcio Galvão disse...

Belo texto


Lucido!

Estarei sempre por aqui!

Helio Lambais disse...

Maravilhoso texto.... perfeita sintonia, perfeita atmosfera!

ótimo e está no meu FAVORITOS !

Álvaro disse...

Porra, bacana!
ácido como toda banda podre da laranja..

legal o blog.

gdec disse...

Sim, querida . O casamento é uma instituição muito imperfeita e, não raras vezes, terrível. Quando conseguiremos uma -instituição- verdadeiramente baseada no amor ?
Muito grato pela tua visita ao meu blog.
E sim, a cidade de Lourenço Marques que era a capital de Moçambique -quando Moçambique era uma colónia portuguesa (durante 4 séculos) passou a chamar-se Maputo a partir da independência daquele país em 1975. Eu vivi lá -em Moçambique- durante 22 anos. Regressei em 1981.
Um abraço muito chegado
do teu
Geraldes de Carvalho
Ah! Há...há um novo poema lá no blog.
gdec

SANDRO ORNELLAS disse...

palindrômica, não entendi o favor que vc me pediu.

cássio amaral disse...

Ana,

Bom poema aqui, gostei do seu poema.

Sou professor de História, mas este ano comecei a trabalhar Filosofia que amo também.

Abraços.

Tárcio Galvão disse...

Muito obrigado pelo retorno!
Começei meu blog agora, por isso a vista de pessoas que escrvem tão bem como você é sempre importante!


As imagens que você usa nos seus escritos são brutalmente belas!!

Como disse, voltarei sempre aqui!
;*

Dani disse...

Eu sabia que a Amy winehpuse me era familiar! hahahaha, Pode crer, ela é gêmea da chupilanga!!!

muitas saudades, amiga.
vem pra curitiba!

eduardo disse...

Contraditório e belíssimo, gostei!!!

Walmir disse...

Doloroso e belo este breve conto. Síntese que dispensa enfeites.
Parabens

L. Rafael Nolli disse...

Poema lido uma segunda vez, como manda o figurino! Reitero: muito bom!

gdec disse...

Então minha cara, onde está essa prometida fotografia .
Como na verdade não tinhas nenhuma minha, já coloquei uma no meu blog .Desculpa a cara feia mas recebe um abraço bonito
Geraldes de Carvalho

viajante disse...

minha realidade é feita de serotonina.

besitos

Paulla disse...

Adorei...atualmente alguem sabe o que é lucidez ?
O mundo esta tão doido que as pessoas passam, pisam, sacaneam umas as outras!!!
Linda reflexão!
Paulla

Paullas disse...

Adorei sua reflexão, no mundo atual alguem sabe o que é lucidez ?
Acho que nao, é querendo ferrar o outro e assim por diante, desdo camelo da esquina ao senado!
Parabens
Paulla

FINA FLOR disse...

adoreeeeeeeei.

é sempre assim......

beijos e bom fds

MM.

ps: te achei pela blogosfera, amigos em comum

Alma de Poesia disse...

Maravilhoso seu texto. Parabéns!

Ana,... o meu blog "Alma de Poesia" mudou de endereço. O novo é esse: [ almadepoesia2007@blogspot.com ] Passa lá para conhecer quando tiver um tempinho ok.
E se você quiser fazer a troca do meu link vou adorar. Beijihnos

priscilla disse...

do caralho.
tudo do caralho...tudo cru, tudo nú. fatalidades e engolidor de facas?

Flávio Otávio Ferreira disse...

texto muito bom viu...
a incoerência que é a família, sabe-se os defeitos alheios e os próprios, mas nada se faz para transformá-los...é mais cômodo fingir que nada acontece!

Abraços Poéticos!

te linquei em meus espaço!

até mais!

 
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