domingo, julho 29, 2007

Encruzilhada




algo me aflige e não sei o que é.
Sinto relampejos de minha existência
se não sei o que fazer nem para onde ir.

Vivo a buscar o signo que me presentifique,
que, uma vez enunciado, seja por si.
Estou exausto de ser uma representação,

Tem um bicho dentro de mim que quer
pular para fora de tudo e ser a aurora,

Ah se eu fosse o sol não arderia tanto!




José Inácio Vieira de Melo
"A infância do centauro", Escrituras



4 comentários:

gdec disse...

Escutei os seu lamento .
O pior é que V. não escreve .
Se eu pudesse ser a sua força ...
Geraldes de Carvalho

Anônimo disse...

porque falho no tempo?
eu precisava me sentir um pouco mais...
amor,marie!
bjs,rafa

Naeno disse...

Linda poesia. Ninguém é ninguém. Todos somos insatisfetos com o que sentimos, fazemos, pensamos.
A vida, muitas vezes é um desagrado completo. Mas a gente torce, se apressa, pelo motivo que nos faz nunca qeurer fugir da luta, é a esperança de outra vida, toda diferente desta.

Um beijo
Naeno

Ácido Poético disse...

Radiante...mesmo que ardente...

Beijos de aurora
Brunø

 
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