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Cansei-me deste cigarro fumado na espera do tédio
calado na boca do grito não dado
parado fechado inter
ditado
A fumaça que bate nos olhos vermelhos e secos sem água sem nada
O vazio que vaza por tudo
escorre nas frestas já velhas das folhas em branco
caídas já secas do outono de outrora
O cinzeiro já cheio
ainda de tocos de pontas pedaços de órgãos desfeitos
jogados lançados lá longe
tão longe
que eu finda aqui e daqui já não vejo
avisto encontro marcado
cortina de fumaça que fechou-se
Fim
O espetáculo encerra.
E você me vem tão desarmado que me desconstrói inteira
me despenteia toda
jogando por terra meus elmos de aço, armadura de coração
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segunda-feira, dezembro 18, 2006
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2 comentários:
Nossa, Marie, que pesado. Gostei muito!
Mil beijos e em algumas horas estou aí! (numas 70)
Voltei. É realmente muito bom.
É o meu preferido de tudo que já li de ti.
É inevitável voltar.
Não vejo a hora de estar aí em Itapira com você.
Marca uma depilaçao pra mim?
Iiih, que assunto pra blog...
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